Wednesday, March 2, 2011

11º dia de mochilão: 01.03 terça-feira em Buenos Aires

Dia 1º de Março é o dia que se inicia os trabalhos no parlamento argentino, a Cristina presidente ia abrir a sessão e com tudo isso, acordamos em plena festa. Muita gente na rua, cavalaria a postos, muitas pessoas com suas máquinas para registrar o momento, muitos policiais na rua, muitas ruas fechadas e muito caos no trânsito, coisa que até então não tínhamos visto. Os argentinos buzinam muito (lógico que nunca igual aos recifenses), são estressados no trânsito, mas até então não tínhamos visto nenhum engarrafamento, mas hoje foi diferente.

O metrô estava caótico também, bem cheio. Tentamos ir a cidade do Tigre mas roubaram a carteira do David no metrô. Foi muito chato, por um momento deu vontade de voltar para o Brasil, mas não podemos culpar uma cidade, país e seu povo por um ato tão baixo cometido por um pobre infeliz.

Dessa forma fomos tentar ajeitar as coisas, primeiro fomos atrás de ver se tinha como eu retirar dinheiro. Tivemos que andar que só atrás de um banco. Depois, fomos comprar a passagem no meu cartão de crédito (sou dependente do David) na rodoviária para Montevidéo (de ferry boat é muito mais caro, para comprar mais barato tem que comprar com antecedência).  Dessa forma, seguimos atrás da linha E (que nunca tínhamos pegado) para ir atrás da delegacia de polícia fazer a tal denúncia.

Só assim fomos tentar ligar no cartão de crédito, mas foi uma saga desgastante, não se faz ligação a cobrar daqui. Pagamos para ligar no Brasil e por 10 minutos ninguém atendeu, todo minuto dizia que “daqui a um minuto você será atendido” e por fim ainda caiu a ligação. Que decepção! David ligou ainda de novo e adivinhem só... A secretária dizia que em 12 minutos nós seríamos atendidos!...

 Então tivemos que entrar no site do cartão e procurar informação e então conseguimos um 0800 (para denunciar roubo de seu cartão mastercard estando no exterior ligar 08005550507). Tentamos, mas também não deu certo, tava ocupado. A fome era tamanha que deixamos tudo de lado e fomos almoçar. Os argentinos são mesmo bons na cozinha! De barriga cheia e mais descansados de todo o estresse, fomos tentar curtir o resto do dia. Fomos num parque perto do Rosedal e depois na rua Florinda ver lojas e tudo estava tão movimentado!

Voltamos ao albergue, tomamos banho e pegamos as mochilas que já estavam prontas e estavam na recepção guardadas (tínhamos feito o check out pela manhã) e ainda passamos na La Americana – la reina das empanadas para comer uma pizza e uma gaseosa (é como eles chamam o refrigerante) e seguimos para o Terminal de Omnibus (a rodo) de táxi já que estava apertado o horário. Chegando lá tentamos ligar de novo e aí sim, conseguimos no 0800. Tudo bem que o David teve que falar em inglês (só pode ligar o titular do cartão para pedir tal serviço) e depois transferiram para o Brasil.

Foi assim que pudemos enfim viajar mais tranqüilos, que bom! O ônibus um luxo só, quando chegamos nas poltronas, já tinham as bandejas do jantar e café-da-manhã bem como água mineral! Bancos confortáveis, com inclinação maior e apoio para as pernas. A passagem custou 90 reais. A empresa chama Pulman. Que viagem agradável! Vindo de Buenos Aires para Montevidéo o horário é de 21h, 22h, 22h30, 23h. Pegamos das 23h para não chegarmos tão cedo.

Fomos fazer a migração e quando o sr uruguaio soube que éramos brasileiros ficou tão feliz, foi falando dos cantores brasileiros que gostava e por fim nem abriu minha mala só a do David. Poxa, o pessoal gosta de nós brasileiros. Isso é tão legal! Em Assunção, na argentina e agora na porta do Uruguai (lá na África do Sul foi do mesmo jeito). Eles gostam mesmo de nós! Então é isso galera, temos que fazer valer essa atenção sempre!

Hoje é dia do aniversário da minha voinha. Saudade dela.

Renata

Plaza del Congreso hoje 01.03.2011, início dos trabalhos no congresso.


Café-da-manhã na La Americana a reina de las empanadas. http://www.pizzerialaamericana.com.ar/ São 75 anos de tradição! (eu não estou ganhando nada para fazer a propaganda heim? è bom demais!)

10º dia de mochilão: 28.02 segunda-feira em Buenos Aires

Olá pessoal!

Passamos o dia de praça em praça. Pegamos o metrô e fomos à Plaza de Itália de lá fomos ao museo da Evita que estava fechado (todo museu fecha para conservação às segundas, tinha esquecido) e assim fomos bem tranqüilos atrás do tal Rosedal que também estava fechado (eu não sabia que parque fechava), mas até chegar lá passamos por mais praças.

Ao redor do Rosedl tinham muitas pessoas andando de bicicleta ou em patins, assim, fomos procurar onde. Tentei andar no patins novo, não deu certo, tentei o patins febre na década de 80 o de botinha branca, também não deu muito certo. Alugamos duas bikes por meia hora e foi ótimo. Hoje foi um dia mais tranqüilo. Curtimos o dia como os argentinos, no parque, tranqüilos, a conversar. Ainda inventei de ir no Obelisco para tirar umas fotos.

Lá pelas 21h fomos jantar num restarurante perto da Plaza Del Congreso e David pediu um vinho. Eu que não tenho costume de beber, tomei um copo e fiquei inútil, não consegui entrar na net para blogar e dormi kkkk.

R.

David na bike e a minha do lado, do lado direito o Rosedal que estava fechado no dia.
 
 
No restaurante esperando o jantar.

Sunday, February 27, 2011

9o dia do mochilão: domingo 27.02 em Buenos Aires

Procuro sempre ser politicamente correta, mas hoje no café-da-manhã  tomei um refri de pomelo de produção argentina chamado de Paso Del Toro, sempre vemos senhores de idade tomando e então provei hoje. Tudo bem que foi no café-da-manhã, não é lá muito nutritivo por ser um refrigerante, mas é incrível, é suave, não tem muito gas, enfim viva a Argentina! Ô galerinha que come bem! David, como um verdadeiro homem, comeu a mesma coisa de dois dias atrás, media-luna, tostado mixto (misto quente, se for só tostado é a nossa torrada) e cafe com leche.

 Hoje fomos à feira de San Telmo, é uma grande feira de artesanato, cada coisa linda... Como é mochilão fica difícil comprar coisas, daqui a pouco vamos pegar as mochilas e vamos para lá sei onde. Além disso tínhamos pouco dinheiro e eu que só penso em comida, achei melhor não comprar nada para comer. Eu tenho um pouco de Magali na veia. Já tô pensando em ir numa cidadezinha aqui perto, dista apenas 34 km, chama Tigre. Tem o rio Paraná  como atração turística, ainda não sei se vamos, estamo pensando.

Almoçamos um Choripan na feira de San Telmo, um sanduíche feito de pão com linguiça acrescido de tomate e um molhinho de cebola,alho e cheiro verde desidratado em muito azeite. Muito bom. O local não é lá um modelo aprovado pela vigilância sanitária. kkkk Três pessoas cuidavam do negócio que ficava dentro de um estacionamento. A moça cobrava e cortava os tomates, quem fazia o churrasco cortava o pão, havia um terceiro que tanto recebia o dinehiro quanto ajudava no ato de cortar o pão e mexer na carne. Por fim, percebemos que ninguém usava luva, nem tinha água corrente.

Dia de muito sol e calor, um dia escaldante. Eu exagerada como sempre, acabei por jogar um pouco de água mineral nos cabelos, claro que acabou por me molhar mais e eu amei, não fiquei muito linda, mas não só de beleza vive a mulher. Aliás, falando em beleza, li num imã de geladeira em espanhol que "as mulheres lindas vão para o céu e as feias para qualquer lugar". Também li que "feliz era Eva que não tinha sogra" kkkkkkkk 

Demos uma boa dormida às 16h. Janelão aberto, os carros passando numa barrulheira e nós dois dormimos que só. Eu primeiro e depois o David. Acordamos e fomos ao supermercado, minha barriga estava ruinzinha, um enjôo danado. Ai como eu amo supermercado...

Os pêssegos são grandiosos, as laranjas bem alanranjadas como se já estivessem passadas, descobri finalmente o que é o tal do pomelo (tem refri com essa fruta) é o tal do Grapefruit. No Brasil é possível encontrar essa fruta em grandes supermercados. Uma vez expereimentei e não é lá a fruta que eu deseje comer novamente, ao menos que no refri é bom.

Fomos sentar na grama da Plaza del Congresso em frente ao albergue em que estamos. Levamos vinho, castanha de cajú, ameixa desidratada, batata frita, uma ameixa (a fruta) e um iogurte de pera com maçã em pedaços. Bem, o que é light eu comi kkkk. Experimentei o vinho, uva malbec, seco, gostei. Estranho como nosso paladar é domado pela vontade, nunca gostei de vinho seco e no entanto passei a gostar. O doce é enjoativo. Claro que não entendo nada de vinho e não tenho a menor vergonha de o dizer. Mas confesso que gostaria de aprender.

No fim do dia é muito comum ver senhores de cabelo branquinho sentados nos cafés a tomar um Paso Del Toro, ou café. Às vezes sozinhos ou em companhia de mais alguém. Estou aprendendo muito com os gringos, eles se valorizam. No Brasil, não é comum ver idoso curtindo a vida, é como se esperassem a morte chegar. Essa galera de cabelo branco está aqui marcando presença, andando na rua seja de bike, a pé ou sendo amparado por outro idoso ou adulto. Eles sabem admirar um fim de tarde num café ou um curtir um passeio histórico.

E o que dizer das mulheres em Buenos Aires? Eu e David conversavamos sobre isso hoje. Elas não são lindas como as brasileiras, mas elas tem algo de especial, muito estilo. Elas são charmosas por natureza. Usam lenços coloridos nos pescoços e grandes óculos escuros. Muitas usam franjas, cabelos longos e finos, todas de pele clara. Usam os cabelos em formato de coque no topo da cabeça, coisa não muito comum no Brasil, mas que nelas caem muito bem! Percebemos que elas não usam maquiagem, ao menos de dia. Talvez em balada elas possam usar.

Os homens quando vão se despedir de outro homem amigo, dão um beijo na bochecha, achei tão lindo, David, como um bom homem brasileiro achou afetado demais. Ai. Os homens sõa educados, dão a vez ao entrar no metrô e no ônibus.

Percebemos que não há prostitutas na rua se oferecendo, mas é possível encontrar papéis coloridos por toda a cidade com a foto de mulher, nome e o telefone para o serviço. Vimos dois rapazes a colar os papeizinhos nos pontos de ônibus e no outro dia de manhã quase sem papel.

Notamos também que em muito cachorro aqui, não na rua abandonado mas passeando com os donos.

Hoje lembrei muito de minha irmã quando éramos pequenas. Deu muita saudade dela.

Por hoje é só. Fico por aqui. Até mais!

R.

obs: David me ensinou como colar foto (nem precisei fazer um curso para saber!!!), então aí vai!

Essa foi dentro do subte (metrô) Linea C hoje à tarde voltando da feira de San Telmo.


Dá só uma olhada no lugar que comemos o tal Choripan...


Garoto propaganda do refri de pomelo Paso de los Toros kkkkkkkkkkkkkkkk


Cheiro en todos!!!

Saturday, February 26, 2011

8o dia de mochilão: 26.02 sábado

Ontem à noite fomos ainda tomar um sorvete, era 1 da manhã, tive que esperar pois tinha um homem pedindo um. Pensem num sorvete bom...! Dois caras numa mesa conversando depois de tomarem sorvete... Buenos Aires! Só aqui mesmo para ter sorrveteria aberta a essa hora. Fomos domir quase duas e a bichinha tava aberta ainda e claro, movimento na rua.

Fomos dormir com um vento frio e passamos o dia todo num calor doido, inclusive agora à noite está quente. Resumindo o dia, fomos ao bairro Palermo na altura da rua Córdoba 2500 ai... Só loja linda com roupas para mulher (maioria), homem, crianças com preços muito em conta. Se a pessoa for com a intenção de comprar e tiver dinheiro, vale a pena vinda para Buenos Aires.

Tem muito Outlet aqui (lojas que vendem roupas de marca que não são mais da coleção atual por preço bom) é da adidas, nike, etc. Acontece que graças a Deus, eu e David não damos a mínima para marca e por fim não entramos na roda do consumo (eba sobra mais para viajar!!). bem, para quem gosta, vale a pena comprar.

Fomos na rua Florida conhecida pelas inúmeras lojas de rua e por atrair muito turista. O preço lá é parecido com o do Brasil. Lembrei da 25 de Março, mas não dpa para comparar nunca uma com a outra! Na 25 de Março somos carregados pela multidão...

Por fim rumamos para a Praça de San Martin atrás do trem que parte da estação do Retiro. pensem em uma praça limpa, arborizada, segura... Que lugar lindo! Nesse praça tem umas árvores com flores cor-de-rosa que afaz ser muito charmosa.

Fomos para a estação pois queríamos saber o horário e o preço da passagem para Mar Del Plata (cidade de praia, dizem que a água é gelada). Conversando com uns guardas, eles disseram que de trem não era aconselhável, o trem é velho e vive quebrando, e quando quebra, demora para ajeitar. Nos disseram para irmos a rodoviária ver a passagem de ônibus que é mais cara mas ao menos é segura e confortável. Fomos na rodoviária então.

Andamos muito a pé hoje, pegamos metrô, oníbus e táxi (muito barato, andamos que só no táxi e ele cobrou o equivalente a 10 reais, queria só ver se isso fosse em Brasília, uma facada no gogó...). Estamos esgotados agora 23h e confesso que tô pensando em nem ir a Mar del Plata pois são 5 horas de viagem. Sei que será confortável e bom, mas tô tão cansada que não estou nem conseguindo pensar direito. Vamos ver amanhã.

Hoje teve jogo do Boca Junior, a galera compenetrada e pelo visto ficou no zero a zero. Ai como eu detesto futebol.

Jantamos no La Americana, a reina de las empanadas. Uma delícia de lugar! Tem bem uns 70 anos, bem tradicional e bem movimentado por todas as idades. Tem café-da-manhã, empanadas (tipo um pastel de forno, é comida típica da terra, vou procurar a receita, é muito gostoso), pizza, doces, pães gostosos e media-lunas (tipo um croissant com a massa meio doce e com um brilho doce em cima, é muito bom, é comida típica no café-da-manhã).

David e eu engordamos. Para ele ótimo, para mim, academia quando chegar.

cheiro,

r.

Friday, February 25, 2011

7o dia do mochilão: 25.02 Buenos Aires

Começo a escrever no blog às 23e33 e Buenos Aires está simplesmente bombando. Tudo bem, vocês podem pensar, hoje é sexta. Acontece que todo dia é assim, nossos hermanos jantam tarde! kkk

Hoje fomos ao Jardim Botânico, até onde contei vi 20 gatos e uma placa estranha pedindo para que não deixassem seus animais por lá... kkk

Atravessamos a rua e fomos ao Zoológico, ouvi falar que lá tinha animais que não são comuns no Brasil e me interessei, ainda bem que David é moedinha de 1 real e topa tudo! kkk O zoo é bem diferente, há alguns animais que transitam livremente, é ainda é possível comprar o alimento deles e alimentá-los. Tudo sem estresse e respeitando os animais. Fiquei triste pois o urso polar não estava por lá, a jaula estava em manutenção.

Ao redor do zoo tem umas barraquinhas vendendo cachorro-quente, é só pão e uma salsicha fina, pode-se colocar maionese, catchup, molho rosé ou molho de queijo, tudo pronto em bisnagas. Diferente do nosso hot dog, mas maravilhoso também!

A fome era grande, já eram quase 15h e corremos para almoçar. Bife a milanesa e guarnição (salada ou batata-frita ou purê de batata) por 22 pesos. Gente, o bife cobria quase o prato todo... Os argentinos não tem miséria com comida e primam pela excelência e exagero. Ai comi que só mas terminei leve (escolho a milanesa com salada).

O cansaço era tamanho que voltamos para o albergue e dormimos. Foi bom pois acordamos renovados para andar mais. Fomos a Puerto Madero, lembrou Waterfront em Cape Town. É o porto revitalizado com calçadão de um lado e do outro e com bares e restaurantes muito chiques.

Já eram 20h, sentamos num quiosque bem simplório, do lado um casal dançava tango. David quase teve um trem por ter pagar 19 pesos por uma Quilmes (cerveja argentina). Convenhamos gente, R$ 9,50 por uma cerveja pequena, é o tiro !!! Ainda bem que não bebo kkkk.

Taxi é barato na cidade, mas eu amo andar! Fomos andando atrás do mais próximo metrô, que seria o da Casa Rosada. Um monte de policial lá por perto e de repente, bem em frente a Casa Rosada um monte de jovem com bandeiras, já pensei que era quebra pau mas na verdade não era (que bom!). Tinha uma tela bem grande posta lá e os jovens estavam assistindo ao vivo a posse de entrega de uma hidréltrica feita em parceria com os governos paraguaio e argentino. Apareceu Peron falando na tela e a juventude foi ao delírio. Estávamos lá eu e David na maior das inocências participando de um momento histórico da Argentina, que legal!

Pegamos o metrô Às 22e05 e fomos para a Praça do Congresso onde fica nosso albergue, David doido para deitar e eu doida para bater mais perna (cheia de dor no corpo que nem ele). Achamos estranho que quase 22e30 da noite tivesse pais e filhos pequenos na rua e um movimento grande. Daí fomos vendo ao passar na rua que tinha gente jantando, parrilla (churrasco típico argentino) em um restaurante lotado; gente nas mesas nas calçadas jantando um pratão de bife enorme com batatas; e muito carro e gente na rua andando mesmo! e eu querendo comer e David querendo deitar kkkk.

Lanchamos num bar-restaurante tradicional, encontramos um gaúcho lá que nos disse que isso é o dia-a-dia de nossos hermanos. Incrível.

Fomos tomar sorvete às 23h numa Heladeria que tem debaixo do nosso albergue. massa demais isso, na frente do albergue a praça do congresso continua com gente... Dá para ver aqui da porta do quarto.

Tem placas de algumas construções na cidade que estão em três línguas: espanhol, inglês e português. Nunca imaginei... Também, pudera, tem brasileiro aqui viu?

Mudando de assunto, três pensamentos agora me assolam a mente: que vento gelado, tomara que amanhã faça sol e eu tô amando Buenos Aires.

Cheiro em todos,

R.

Thursday, February 24, 2011

6o dia: 24.02 Buenos Aires

Chegamos 9 da manhã. Depois de tanta parada, troca de ônibus, sem tomar banho e de uma noite bem mal dormida, chegamos!!!! O corpo doia... kkkk Eu invento e não dou conta!!! kkk Ai galera, mas valeu, Mendonza só próxima vez!!

Pegamos um ônibus da rodoviária para o Obelisco que só aceitava moeda, bem, no bolso, tínhamos um mísero trocado em nota 28 pesos (tendo em mente que 1 real está para 2 pesos, dá para ter uma idéia que não tínhamos muito dinheiro) e 20 dólares. Claro que não tínhamos moeda, o cobrador foi misericordiosos conosco e não pagamos (Deus te abençoe cobrador!).

Procuramos por um hostel que eu tinha anotado o endereço, da linha Hi Hostel (é seguro, fala-se inglês demais pois tem gringo de tudo que é lugar) mas achei pavoroso, sem janela, abafado e caro! Para ficarmos nhum quarto privado cobravam 200 pesos.

Fomos procurando e achamos um hotelzinho digno de filme de terror, o recepcionista devia ter tomado umas drogas pois tava meio alterado (ou então tinha algum problema de dicção), mas educado! 100 pesos eu e David com banheiro dentro do quarto. Mas não aceitava cartão aí lembramos que devíamos ir atrás de dinheiro. Ele fez a gentileza de entrar no google e pesquisar o endereço do Banco do Brasil para que eu pudesse tirar dinheiro. Bem, não deu para pegar dinheiro, mas ao menos nos ensinaram onde tirar. O BB comprou um Banco da argetina e então estão nos trâmites legais de trasferência em breve nós brasileiros poderemos contar com melhores serviços.

Com dinehiro, incrível a paz que se tem... Tudo bem que não pegamos muito dinheiro, mas ao menos dinehiro sempre é dinehiro...

Almoçamos o prato do dia. Eu escolhi peixe com arroz, vinho e pudim, David escolheu uma picanha com salada, vinho e pudim. Cada prato do dia custou 38 pesos. Pensem que até entendermos que tipo de comida ia ter no prato... deu o que falar!

David agora deu para falar em espanhol, aliás jura que fala demaisssss. kkkk O pior é que as pessoas entendem! E eu morro de rir!

À tarde fomos na Plaza de Mayo (desde o ano de 1977 mães que tiveram seus filhos sumidos na época do golpe militar se reunem nessa praça, vimos as mãezinhas, hoje tinha uma manifestção popular na praça e elas estavam apoiando o mesmo), tiramos fotos na frente da Casa Rosada (escritório da presidente), do Banco de La Nation Argentina e do Cabildo (segundo a wikipedia é um edifício histórico, durante a época colonial, o edifício foi sede encarregada de representar a cidade frente à metrópole, com várias funções jurídicas e administrativas, além de servir de prisão. Quero ver se vamos depois, para saber mais). Entramos na Catedral, nunca vi uma igreja tão linda na minha vida. Dentro tem os restos de San Martin, o martir da independência da Argentina, ajudou também no processo de independência do Peru e do Chile. Muito lindo. Estudei na faculdade sobre ele, não lembro mais nada... Triste...

Tem café espalhado na cidade toda, passamos em um. Estamos em um albergue que não pe da linha Hi Hostel. Ou seja, não tem gringo para falar em ingl~es, que pena! Mas ficamos num quarto bom em frente a praça do congresso nacional. Massa demais. David tá agoniado me chamando para sair. Não tem banheiro no quarto, mas tá num preço bom, muito bem localizado, num charmoso prédio antigo, e tem internet! Os argentinos são bem simpáticos!

David insiste em dizer que fala em espanhol. kkkkkkkkk É cômico galera! Théooooo cadê vc Vcs dois aqui iam dar um caldo nos argentinos ensinando espanhol para os argentinos kkkkk (ah, mas diga-se de passagem e repetindo o que já disse, todo mundo entende o David!!! E eu quando tento usar o melhor do meu espanhol, ninguém entende e olha para o David!!! kkkkk socorro!!!!)

Cheiro em todos.

R.

5o dia do mochilão: 23.02 rumo à Buenos Aires

Amanheceu chovendo e com a cara que não ia abrir o céu nem tão cedo e então deixei as muitas promessas para uma outra vez (queria ainda ir no cemitério da Igreja Recoleta, na Igreja da Encarnacion, no mercado público e no porto que dizem que um dia será preparado para receber turistas, será tipo um calcadão de mar mas sendo que para o rio) e pegamos um táxi para a rodoviária, 11:30 partia o ônibus para Buenos Aires, 280.000 guaranis para cada um, 19 horas de viagem (quem diabos inventou essa estória de mochilão?? AI fui eu...) com combinacion (conexão de ônibus, acredita? Claro que tinha ônibus dirteo, mas o judeu do David não quis pagar, seriam 400.000 guaranis para cada um, é bem mais caro...). Nos despedimos da linda Assunção, até na chuva ela é formosa!

Tivemos um problema de 50 dólares na fronteira com a Argentina. Lado a lado ficam a migração do Paraguai e da Argentina. Como não tínhamos recebido o carimbo da migração Paraguaia quando adentramos o país por quase 400 km, é lei receber uma multa por tal na hora de receber o carimbo de saída. Nós não tínhamos dinehiro para pagar a tal multa que seria de 140.000 guaranis por pessoa. Só 50 dólares e alguns pesos argetinos. O cara aceitou os 50 dólares e carimbou o bendito passaporte só de saída. Bem, lei é lei~.

Resumindo, com toda essa idéia de Mercosul, tem-se que até 30km da fronteira até a cidade de origem, não é necessário apresentar documento algum, se passar dos 30 km aí sim tem-se que apresentar ou a nossa identidade (o RG) ou o passaporte. É obrigação nossa de viajante nos apresentar na migração para dizermos que estamos entrando e saindo. No caso nosso, entramos no Paraguai através de unm ônibus coletivo, pegamos um interestadual e fomos para a capital e em momento algum nos apresentamos à migração.

A viagem transcorreu tranquila, do lado Paraguaio a vegetação era verde e com árvores altas, não muitas, tipo mata. Do lado argentino a vegetação era de pampa mesmo. Um gado ou outro no pasto, diferente do Brasil, ao menos até onde pretamos atenção.

R.